Comments: Fevereiro 26, 2007 ::: GAROTA ESPERTA! E APAIXONADA POR MAC!!
Daphne Kalfon-Campbell é uma jovem estudante do Real Conservatório de Música de Toronto, no Canadá. Em 2003 ela descobriu quase por acaso o software de áudio Garage Band, da Apple, um verdadeiro estúdio on-line que oferece aos usuários excelentes recursos para compor, escrever e gravar músicas pela Internet.
Em 2004 Daphne resolveu participar de um concurso de canções produzidas no Garage Band, promovido por uma revista especializada em produtos da Apple. A garota venceu a disputa com a música "I Love My Mac", uma simplória e divertida declaração de amor ao seu Mac. Ganhou de prêmio um HD Maxtor de 250Gb. Era só o começo..
Na surpreendente e colaborativo mundo da Web, a canção de Daphne virou moda e foi traduzida para 5 idiomas por fãs anônimos. O sucesso foi tanto que a garota transformou seu limãozinho em uma saborosa limonada, criando e lançando recentemente seu novo sucesso, chamado "I Love My iPod". Bingo!
As duas músicas de Daphne são hits garantidos em festinhas adolescentes nos Estados Unidos e já há propostas de empresários para que a garota siga adiante na sua esperta paixão pelos produtos da Apple. Para breve podemos aguardar, com certeza, o sucesso "I Love my iPhone"..
Para quem ainda tem dúvidas sobre a extensão dos conceitos expostos por Chris Anderson no livro "The Long Tail", o caso da jovem Daphne é uma verdadeira aula sobre mercado de nicho..
Daphne Kalfon-Campbell é uma jovem estudante do Real Conservatório de Música de Toronto, no Canadá. Em 2003 ela descobriu quase por acaso o software de áudio Garage Band, da Apple, um verdadeiro estúdio on-line que oferece aos usuários excelentes recursos para compor, escrever e gravar múcicas pela Internet.
Em 2004 Daphne resolveu participar de um concurso de canções produzidas no Garage Band, promovido por uma revista especializada em produtos da Apple.
MOBILIDADE E PORTABILIDADE DITAM AS REGRAS PARA A TV DO FUTURO
Acompanhei inconformado o andamento do 3GSM World Congress, maior evento mundial da indústria da comunicação móvel, ocorrido em Barcelona. Inconformado, confesso, porque gostaria de estar lá, coisa que pretendo fazer no próximo ano.
Nos três dias do evento os maiores fabricantes de tecnologias e dispositivos móveis do planeta apontaram com clareza a dimensão que os recursos de mobilidade e portabilidade vão assumir no contexto mundial de mídia e entretenimento.
Em quase todas as palestras, foruns e entrevistas, o que mais impressiona são os números. O presidente da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo, informou, por exemplo, que somente este ano a empresa deverá comercializar 960 milhões de aparelhos. A Nokia detém 36% do market share mundial de telefonia móvel. A projeção da empresa para 2010 é que existam 4 bilhões de usuários em todo o planeta.
A Nokia aproveitou ainda para comunicar ao mercado o desenvolvimento de um novo conceito em seu modelo industrial, com pesados investimentos em handsets, aplicativos e soluções utilizando a internet como plataforma. E focou a tecnologia dos seus novos dispositivos na viabilização plena da TV pela internet.
Enquanto isso Rob Conway, CEO da poderosa GSM Association -representa 180 fabricantes e 700 operadoras em 217 países- deu um providencial aviso à indústria mundial da informação e do entretenimento sobre como pensar e criar da forma certa conteúdos para as mídias móveis. Sabiamente Conway afirmou: "não basta adaptar o conteúdo, ele tem que ser feito para a mobilidade. Falta um certo esforço da indústria de conteúdo para aproveitar esta imensa plataforma de usuários móveis.."
Outro depoimento fundamental, que dimensiona o que vai acontecer com o mercado das midias digitais móveis foi feito por Carl Svanberg, presidente da Ericsson, que avisou: "a grande novidade este ano é que as aplicações que não envolvem voz devem gerar a mesma quantidade de tráfego nas redes móveis que o serviço de voz tradicional. E isto se multiplicará várias vezes nos próximos 5 anos."
Mas a maior estrela do congresso, até agora, foi uma pequena companhia chamada Thin Multimedia Inc. com sede em Palo Alto na Califórnia e escritório em Seul, na Coréia. Eles avisaram -e viraram notícia no mundo inteiro- que já podem capacitar telefones celulares para funcionarem com Set Top Box (decodificadores), viabilizando um novo conceito para geração, distribuição e recepção de IPTV (TV pela internet) para dispositivos móveis.
Esta surpreendente revelação deixou de calças na mão tecnologias como DVB-H (européia), MediaFLO (norte-americana), ISDB-T (japonesa) e T-DMB (coreana), que disputam no mercado mundial o padrão de TV Digital Móvel a ser utilizado. Todas estas tecnologias dependem do suporte de uma Set Top Box que precisa ser adquirida por cada usuário para que seja possível assistir TV pela internet.
A Thin Multimedia não só avisou que detém a tecnologia para transformar os celulares em Set Top Box como comunicou seu primeiro contrato de peso para aplicação desta nova plataforma ao mercado consumidor. O cliente é ninguém menos que a KT Corporation, maior provedor de infra-estrutura broadband da Coréia.
Não há mais dúvidas que a TV do futuro será totalmente direcionada para dispositivos portáteis e móveis. E que vai utilizar a internet como plataforma de distribuição. O que se discute agora são as facilidades que nós, usuários, teremos para escolher o que, onde e como assistir.
Aqui no Brasil esta discussão ainda é primária, fruto do tempo perdido em debates estéreis e oportunistas sobre modelos e padrões tecnológicos a serem oficialmente adotados. Mas uma das grandes vantagens do mundo globalizado é que nenhuma força política ou corporativa impede a roda da evolução. Quem não enxergar as gigantescas transformações que se aproximam para a indústria da comunicação e do entretenimento vai ser engolido pelo bonde da história.
e61i, o novo smartphone da Nokia: internet, musica, vídeo, foto, tudo no mesmo dispositivo..
Comments: Fevereiro 14, 2007 ::: A GENIAL SIMPLICIDADE DA WEB 2.0
Muita gente me pergunta o que, afinal, é a Web 2.0. Depois de muito pesquisar, ler e pensar, cheguei à conclusão que é apenas um nome para o conceito de evolução que sempre acompanhou a computação pessoal e a internet. De fato, Web 2.0 representa um monte de coisas, quase todas boas, ligadas a simplicidade na aplicação de linguagens e programações que facilitem a vida dos usuários. E na compreensão de que a internet é uma plataforma mutante, em permanente evolução.
Para minha alegria encontrei hoje um vídeo simplesmente genial, criado por Michael Wesch, professor de antropologia cultural da Kansas State University. Em apenas 4 minutos, ele consegue explicar toda a evolução da internet e as transformações que este novo ambiente trouxe para nossas vidas. E fez isso usando exclusivamente ferramentas web. Vale à pena assistir!
Em um País cartorial como o nosso, onde as regras de mercado são decididas na maior parte das vezes por burocratas do governo e não pelo próprio mercado, é difícil para determinados segmentos empresariais aceitar a concorrência e a competitividade como elementos normais em suas rotinas.
Essa situação ficou claramente exposta, talvez pela primeira vez em nossa história de forma tão pública, nesta luta intensa entre as grandes redes de rádio e TV -os chamados radiodifusores- e os poderosos conglomerados mundiais de telefonia que se instalaram no Brasil a partir das privatizações promovidas no governo FHC.
Vitimados por um posicionamento equivocado que desprezou a velocidade com que as novas tecnologias se instalariam e os fantásticos recursos que com elas viriam, os gestores das redes de TV e rádio agora escabelam-se em tentativas quase histéricas de impedir o acesso das "telecoms" ao nobre mercado de comunicação e entretenimento.
Esta é uma luta inglória e fadada ao fracasso. Chega a ser cômico ver os radiodifusores hastearem a bandeira em defesa de legislações obsoletas e inadequadas ao que exigem os novos tempos. Tudo para deixar as empresas de telefonia fora do negócio "televisão", a menina dos olhos de todo o mercado.
Queiram os radiodifusores ou não, as telecoms vão explorar canais e redes de rádio e TV através de composições com operadoras de TV a cabo e também via internet, a chamada IPTV. O poder soberano sobre os meios de comunicação que detinham os grandes grupos brasileiros de midia está prestes a se pulverizar em novos modelos de negócio que vão resultar em milhares de canais de rádio e TV.
Esta mudança profunda de modelos não é prerrogativa brasileira, mas um fantástico movimento no tabuleiro mundial da indústria da comunicação, seja ela social, empresarial ou corporativa. A entrada das empresa de telecomunicações no ramo da informação e do entretenimento é, de fato, um dos principais efeitos da evolução da internet como plataforma tecnológica.
É possível prever, ainda, junto com esta nova acomodação de forças entre os grandes "players" do mercado, uma verdadeira revolução no contexto dos conteúdos que serão consumidos daqui para frente. Comunicação personalizada, colaborativa e interativa é a base conceitual do que o novo usuário quer ver e ouvir.
A comunicação horizontalizou-se. O poder sobre a informação está saindo de algumas poucas mãos para milhões de outras. Nada, absolutamente nada de melhor poderia acontecer para o público.
Este novo universo digital e o poder que ele traz para cada indivíduo podem representar a transformação necessária para que todos nós vivamos em um mundo melhor, mais informado e com muita liberdade de escolha. Resta a esperança que isto também se traduza em justiça social e um senso maior de fraternidade.
Comments: Fevereiro 1, 2007 ::: MAS AFINAL, QUE TV VAMOS VER?
Devido a repercussão do texto anterior sobre o "final de carreira" da TV aberta no Brasil -fruto de uma referência no site Blue Bus ao artigo que escrevi e a publicação do mesmo em alguns veículos- resolvi aprofundar um pouco mais a análise sobre os novos formatos tecnológicos e os futuros modelos de negócio que vão se definir em curtíssimo prazo no mercado brasileiro.
Há menos de seis meses observei um alto executivo de uma grande rede de televisão desdenhar da eminente transformação que sofreria todo o modelo atual de produção e exibição de conteúdos na TV brasileira. Era o preço da desinformação. Acho difícil que ele hoje mantenha a mesma opinião. Se a mantiver, é a pessoa errada para exercer cargo tão importante.
As transformações de plataformas tecnológicas nos países onde a TV Digital já é plenamente distribuída por via terrestre ou por satélite aceleraram a pesquisa e o desenvolvimento de recursos direcionados à viabilização dos projetos de IPTV, a TV distribuída e assistida pela internet.
Nos últimos seis meses, a indústria mundial de hardwares agregou-se intensamente a este processo e viabilizou dezenas de excelentes soluções de Setup Box, as caixas conversoras de sinal que permitem a utilização plena de recursos on-line, viabilizando com perfeição programações on-demand e algumas camadas de interatividade.
Google, Yahoo, Apple e Microsoft já anunciaram seus projetos voltados a oferecer conteúdos multiplos através de canais de IPTV. Só isso deveria ser motivo suficiente para deixar os gestores das redes de TV aberta no Brasil de cabelos em pé. Mas ao que parece eles estão no mesmo caminho dos executivos das grandes gravadoras musicais, que ainda procuram a placa do foguete que os atropelou com a criação do MP3 e da troca de arquivos on-line.
Não há indústria de entretenimento e mídia no planeta que consiga competir com o volume de oferta e a liberdade plena que a internet dispõe aos seus usuários, cada vez mais interessados em buscar conteúdos específicos, para serem consumidos quando e onde quiserem.
As limitações de banda de acesso para a implementação de canais de IPTV no Brasil serão rapidamente superadas. Assim está acontecendo no resto do mundo. Já temos 72,4% das cidades brasileiras cobertas por serviços de banda larga, segundo dados divulgados hoje pelo Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2007. Em nosso país este serviço cresceu 660% nos últimos 3 anos. Que outro segmento de mercado fora do mundo digital teve crescimento semelhante? Nenhum.
A projeção dos institutos de pesquisa é que os serviços de IPTV se ampliem mundialmente a um ritmo de 80% ao ano, impulsionados por bilhões de dólares em investimentos a serem feitos principalmente pelas empresas de telefonia fixa, que buscam um reposicionamento mercadológico para conseguirem competir com as operadoras de telefonia móvel e com os grandes grupos de mídia na oferta de conteúdos.
A implementação de canais de IPTV deverá se alastrar mais ainda com a chegada no Brasil do padrão Wimax, que é na prática uma tecnologia de banda larga sem fio com longo alcance e alta taxa de transmissão, ideal para atender a chamada "last mile", onde a qualidade de transmissão tem forte queda nas áreas urbanas. Até o final deste ano deve ser realizado pela Anatel o leilão para definir que grupos vão operar neste banda.
Podemos então prever, sem muita margem de erro, que dentro de dois anos já teremos ofertas de canais e dispositivos de IPTV à disposição no mercado brasileiro. Serão milhares de conteúdos ofertados por pequenos e grandes grupos de entretenimento e distribuídos pelas empresas de telecomunicações, por provedores e pelas próprias redes de TV, pelo menos por aquelas que não ficarem duvidando do futuro.
Você poderá ver seus programas prediletos na mesma TV onde assiste a novela, o futebol, o filme em DVD ou os canais de TV a cabo. A tela será a mesma, mas a oferta de programação muito mais generosa, com o requinte da escolha detalhada do que você vai assistir, do acesso à internet e, ainda, da capacidade de poder interagir diretamente com os conteúdos.
Para nós, usuários, a volume e a qualidade da oferta de conteúdos na TV vão melhorar, esta é a tendência. Para os legisladores e gestores das grandes redes de mídia há uma série de problemas pela frente, referentes à propriedade intelectual, marcos regulatórios e tributação. Como diria uma querida amiga: cada um com os seus problemas..
ROBERTO ANDRADE é jornalista, pós-graduado em jornalismo digital com 25 anos de experiência em televisão.
Trabalhou como roteirista, produtor e diretor de programas, filmes, documentários e videoclips para diversas redes e emissoras,
como TVE, Band, RBS TV, TV Globo, MTV e Antenne 2. Foi vencedor do I Festival do Minuto e premiado
como produtor no Festival Internacional de Cinema, Vídeo e Televisão de Nova Iorque. Dirigiu a produtora Prisma durante
15 anos, onde realizou mais de 700 trabalhos para o mercado publicitário. Produziu e dirigiu os programas de rádio e TV
de 14 campanhas políticas em 5 estados brasileiros. Tem artigos jornalísticos e técnicos publicados
em jornais e revistas de todo País, com ênfase nas novas mídias e ambientes digitais. Atualmente é diretor e roteirista da
ZNet Conteúdos Digitais, além de Consultor em Mídias Digitais para empresas no Brasil e no exterior.